Duas empresas podem faturar o mesmo valor, buscar R$ 2 milhões e, ainda assim, precisar de estratégias financeiras completamente diferentes.
Uma pretende comprar um imóvel. Outra precisa ampliar a capacidade produtiva. A terceira quer reforçar o caixa durante um projeto de expansão.
O valor desejado pode ser igual, mas o objetivo, o prazo e a capacidade mensal mudam.
Por isso, uma estratégia financeira não deve ser definida apenas pelo faturamento ou pelo montante solicitado. É necessário compreender o contexto da empresa antes de avaliar como uma operação pode ser estruturada.
O faturamento não conta toda a história
O faturamento ajuda a identificar o porte da empresa, mas não mostra sozinho quanto ela pode destinar a uma operação.
Negócios com receitas semelhantes podem possuir:
- custos diferentes;
- compromissos financeiros distintos;
- margens próprias de cada setor;
- períodos de maior ou menor entrada de recursos;
- projetos em fases diferentes;
- patrimônios com características específicas;
- prioridades que não são iguais.
Uma empresa pode ter maior disponibilidade mensal, enquanto outra prefere preservar o caixa para sustentar a operação. E essas diferenças influenciam a estratégia.
O objetivo do capital muda a operação
A finalidade é um dos principais pontos analisados antes de qualquer recomendação.
O capital pode ser buscado para:
- adquirir um imóvel;
- abrir uma unidade;
- comprar máquinas e equipamentos;
- ampliar a capacidade produtiva;
- reforçar o caixa;
- reorganizar compromissos financeiros;
- executar um novo projeto.
Cada objetivo exige um tipo de planejamento.
A compra de um imóvel pode fazer parte de uma estratégia patrimonial de longo prazo. Já a expansão de uma unidade pode envolver diferentes investimentos e precisar ser organizada em etapas.
Antes de apresentar uma possibilidade, o consultor precisa entender o que a empresa deseja realizar.
O prazo disponível também faz diferença
Algumas empresas começam a planejar o acesso ao capital com antecedência. Outras procuram uma operação quando o projeto já precisa ser executado.
O prazo interfere na quantidade de ajustes que podem ser realizados. Com mais tempo, a empresa pode:
- organizar os recursos necessários;
- avaliar diferentes configurações;
- ajustar o valor mensal;
- rever o montante pretendido;
- preparar o projeto em etapas;
- compreender melhor as condições.
Quando a necessidade é imediata, as possibilidades precisam ser avaliadas dentro de um período mais restrito.
Por isso, uma estratégia adequada para um projeto futuro pode não acompanhar uma demanda urgente.
A capacidade mensal varia entre as empresas
Buscar o mesmo valor não significa conseguir assumir o mesmo compromisso mensal.
Cada empresa possui uma estrutura financeira e prioridades próprias.
Uma pode preferir um planejamento mensal menor para preservar recursos. Outra pode aceitar um compromisso maior para alcançar seu objetivo em uma configuração diferente.
O consultor procura relacionar:
- valor pretendido;
- capacidade mensal;
- prazo;
- recursos disponíveis;
- finalidade do capital.
Se esses elementos não estiverem alinhados, a estratégia precisa ser ajustada.
Os recursos disponíveis não são iguais
Empresas também se diferenciam pelos recursos que podem utilizar no planejamento.
Uma pode possuir valores disponíveis para iniciar a estratégia. Outra pode contar com recursos previstos para os próximos períodos. Também existem negócios com imóveis e outros ativos, mas sem a liquidez necessária para realizar o projeto.
Dependendo do caso, podem ser considerados:
- recursos próprios;
- capacidade de realizar aportes;
- imóveis;
- ativos;
- valores futuros;
- patrimônio dos sócios ou da empresa.
Isso não significa que todas as operações utilizarão esses elementos da mesma forma.
O papel do especialista é compreender o que está disponível e avaliar como esses recursos podem contribuir para o objetivo apresentado.
O momento da empresa influencia a decisão
Uma empresa em expansão possui prioridades diferentes de outra que busca fortalecer sua estrutura financeira.
O momento pode exigir:
- preservar o caixa;
- aumentar a capacidade de produção;
- investir em uma nova unidade;
- adquirir um patrimônio;
- reorganizar compromissos;
- preparar o negócio para um projeto futuro.
A estratégia precisa acompanhar a fase da empresa.
Uma configuração adequada hoje pode deixar de fazer sentido quando o objetivo, o prazo ou a capacidade mensal mudam.
Por isso, a análise deve considerar o cenário atual e o que o empresário pretende realizar.
As prioridades do empresário também mudam
Nem toda decisão é baseada no mesmo critério.
Para alguns empresários, o principal objetivo é alcançar um valor específico. Para outros, é manter o compromisso mensal dentro de determinado limite.
Também pode ser prioridade:
- preservar recursos próprios;
- planejar com mais prazo;
- utilizar parte do patrimônio;
- dividir o projeto em etapas;
- manter flexibilidade para outros investimentos.
Essas escolhas precisam ser conhecidas antes da recomendação.
A melhor estratégia é aquela que considera o objetivo e as condições que a empresa deseja preservar.
Por que uma solução pronta pode não funcionar?
Uma solução apresentada antes da análise parte do que está disponível, e não necessariamente do que a empresa precisa.
Sem compreender o contexto, existe o risco de recomendar:
- um valor diferente da necessidade;
- um compromisso mensal incompatível;
- um prazo que não acompanha o projeto;
- uma configuração que utiliza recursos que a empresa deseja preservar.
A personalização não significa tornar o processo excessivamente complexo. Significa reunir as informações necessárias para que a operação tenha relação com o cenário apresentado.
Como uma estratégia personalizada é construída?
O processo começa com perguntas sobre a empresa e seu objetivo.
O consultor procura compreender:
- para que o capital será utilizado;
- quanto a empresa pretende acessar;
- quando o recurso será necessário;
- quanto pode ser destinado mensalmente;
- quais recursos estão disponíveis;
- quais prioridades precisam ser respeitadas.
Depois, essas informações são organizadas em uma simulação inicial. Assim, a empresa pode analisar a configuração, tirar dúvidas e solicitar ajustes antes de decidir se deseja avançar.
Como a Allianz avalia cada empresa?
A Allianz Assessoria atende principalmente empresas com faturamento mensal acima de R$ 100 mil e necessidades de crédito a partir de R$ 1 milhão.
Antes de recomendar uma operação, nossos consultores procuram compreender o objetivo, o valor pretendido, o prazo, a capacidade mensal e os recursos disponíveis.
A partir dessa análise, desenvolvemos uma simulação relacionada ao cenário da empresa.
Se o seu negócio se enquadra nesse perfil, solicite uma análise da Allianz Assessoria. Nossa equipe compreenderá sua necessidade e verificará quais estratégias podem ser consideradas.