Muitas empresas só começam a procurar crédito quando o caixa aperta, uma oportunidade aparece ou um investimento já precisa ser realizado.
Nesse momento, o prazo para decidir é curto. O empresário pode acabar concentrando sua análise na possibilidade disponível, mesmo que as condições não acompanhem o planejamento do negócio.
Tratar o crédito como estratégia muda essa lógica.
Em vez de procurar capital apenas diante de uma necessidade urgente, a empresa passa a avaliar com antecedência quanto precisará, quando utilizará o recurso e qual compromisso poderá assumir.
O crédito deixa de ser apenas uma resposta a um problema e passa a fazer parte do planejamento empresarial.
O que significa tratar o crédito como estratégia?
Tratar o crédito como estratégia significa relacionar o acesso ao capital aos objetivos da empresa.
Antes de buscar uma operação, o empresário procura responder:
- qual projeto será realizado;
- quanto capital será necessário;
- quando o recurso deverá estar disponível;
- quanto a empresa pode destinar mensalmente;
- quais recursos próprios serão preservados;
- quais ativos podem contribuir para o planejamento;
- qual resultado o investimento pretende gerar.
Essa preparação ajuda a avaliar o capital dentro do contexto do negócio, sem depender apenas da primeira condição apresentada.
A empresa ganha mais tempo para decidir
Quando a busca começa apenas diante de uma urgência, o prazo passa a comandar a decisão.
A empresa precisa resolver o problema rapidamente e possui menos espaço para analisar alternativas, ajustar o planejamento ou preparar os recursos necessários.
Ao tratar o crédito como estratégia, o empresário consegue iniciar a conversa antes que o capital seja indispensável.
Isso permite:
- avaliar diferentes configurações;
- compreender as etapas da operação;
- organizar as informações necessárias;
- ajustar o valor pretendido;
- preparar os recursos disponíveis;
- relacionar o prazo ao projeto.
Planejar com antecedência não significa que todas as condições serão conhecidas desde o início. Significa ter mais tempo para construir a operação antes de precisar utilizá-la.
O capital passa a ter uma finalidade definida
Buscar crédito sem um objetivo claro pode levar a empresa a contratar um valor que não acompanha sua necessidade.
Quando existe planejamento, o capital está relacionado a um projeto específico, como:
- adquirir um imóvel;
- abrir uma nova unidade;
- comprar máquinas e equipamentos;
- ampliar a capacidade produtiva;
- reforçar o capital de giro;
- reorganizar compromissos financeiros;
- aproveitar uma oportunidade de expansão.
A finalidade ajuda a definir quanto será necessário e em qual prazo o investimento deverá ser realizado.
Também permite avaliar se a operação está ajudando a empresa a alcançar um objetivo ou apenas adicionando um novo compromisso ao caixa.
A capacidade mensal entra na decisão desde o início
Uma operação não deve ser analisada apenas pelo valor que poderá disponibilizar. O compromisso mensal também precisa acompanhar a realidade da empresa.
Quando o crédito faz parte da estratégia, o empresário considera quanto pode destinar ao planejamento sem abandonar outros objetivos importantes.
Essa análise relaciona:
- valor pretendido;
- prazo disponível;
- capacidade mensal;
- recursos próprios;
- prioridades do negócio.
Se esses elementos não estiverem alinhados, a configuração pode ser ajustada antes que a empresa avance.
O caixa deixa de ser a única fonte para crescer
Empresas que possuem recursos próprios podem acreditar que utilizar o caixa é sempre o caminho mais simples para financiar um projeto.
No entanto, direcionar um volume elevado para a compra de um imóvel, uma expansão ou novos equipamentos pode reduzir a disponibilidade para outras necessidades da operação.
Ao tratar o crédito como estratégia, a empresa passa a avaliar quanto pretende investir com recursos próprios e quanto pode ser estruturado por outra fonte de capital.
Isso permite planejar o crescimento sem concentrar toda a capacidade financeira em um único projeto.
A decisão depende da situação da empresa, do objetivo e das condições avaliadas. O crédito não substitui automaticamente o uso de recursos próprios. Ele passa a ser considerado como parte do planejamento.
O patrimônio passa a participar do planejamento
Uma empresa pode possuir imóveis e outros ativos, mas não ter o capital disponível para realizar um novo investimento.
Quando o acesso ao crédito é analisado estrategicamente, esses recursos podem entrar na conversa.
O especialista procura entender:
- quais ativos a empresa possui;
- quais recursos estão disponíveis;
- o que pode contribuir para o projeto;
- quanto a empresa pretende preservar;
- como esses elementos se relacionam com o valor desejado.
Nem toda operação exigirá a mesma estrutura. O patrimônio é avaliado conforme as características de cada caso e as possibilidades aplicáveis.
As propostas passam a ser avaliadas pelo conjunto
Uma parcela menor pode parecer mais atrativa. Um valor maior também pode chamar atenção.
Mas nenhum desses elementos, isoladamente, mostra se a operação acompanha o objetivo da empresa.
Quando o crédito é tratado como estratégia, a análise considera o conjunto:
- finalidade;
- valor;
- prazo;
- compromisso mensal;
- recursos envolvidos;
- condições apresentadas;
- relação com o projeto.
A pergunta deixa de ser apenas “quanto podemos conseguir?” e passa a incluir “como essa operação contribui para o que queremos realizar?”.
Essa mudança ajuda o empresário a avaliar a proposta dentro do planejamento da empresa.
A empresa reduz a dependência da urgência
Tratar o crédito como estratégia não significa contratar uma operação antes de precisar dela.
Significa começar a avaliar possibilidades antes que a falta de tempo limite a decisão.
Uma empresa pode iniciar o planejamento para adquirir uma sede, ampliar uma unidade ou investir em equipamentos mesmo que o projeto ainda esteja previsto para os próximos anos.
Ao antecipar essa conversa, o empresário consegue compreender quais recursos serão necessários e quais ajustes podem ser feitos ao longo do caminho.
Quando começar esse planejamento?
O momento adequado varia conforme o objetivo e o prazo da empresa.
A análise pode começar quando:
- existe um projeto de expansão;
- a empresa pretende adquirir um imóvel;
- novos equipamentos serão necessários;
- o caixa precisará sustentar um período de crescimento;
- existe uma oportunidade prevista;
- o empresário deseja reorganizar compromissos;
- o banco não apresentou condições compatíveis;
- a necessidade de capital já pode ser estimada.
A empresa não precisa ter todos os detalhes definidos para iniciar a conversa. O objetivo inicial pode ser justamente compreender como organizar o projeto.
Como a Allianz ajuda a transformar crédito em estratégia?
A Allianz Assessoria atende principalmente empresas com faturamento mensal acima de R$ 100 mil e necessidades de crédito a partir de R$ 1 milhão.
Nossos consultores procuram compreender o objetivo do capital, o valor pretendido, o prazo do projeto, a capacidade mensal e os recursos disponíveis.
Com essas informações, avaliamos possibilidades e desenvolvemos uma simulação relacionada ao cenário apresentado.
A análise não representa aprovação antecipada. Seu objetivo é ajudar o empresário a compreender como uma operação pode participar do planejamento da empresa.
Se o seu negócio se enquadra nesse perfil, solicite uma análise da Allianz Assessoria. Nossa equipe entenderá o que sua empresa pretende realizar e verificará quais estratégias podem ser consideradas.