Abrir uma nova unidade pode aumentar o faturamento, aproximar a empresa de outros mercados e criar espaço para crescer.
Mas a expansão começa a consumir dinheiro antes de gerar a primeira venda.
Imóvel, obras, equipamentos, estoque, contratação e divulgação exigem capital durante a implantação. Depois da abertura, a unidade ainda pode levar algum tempo para sustentar os próprios custos.
Por isso, o planejamento financeiro precisa considerar todo o caminho até a nova operação ganhar ritmo, não apenas o valor necessário para abrir as portas.
Quanto custa colocar a unidade em funcionamento?
O primeiro passo é levantar o investimento completo.
Além da compra ou locação do imóvel, a empresa pode precisar pagar por:
- reforma e adequação;
- mobiliário;
- máquinas e equipamentos;
- tecnologia e sistemas;
- licenças e documentação;
- estoque inicial;
- contratação e treinamento;
- divulgação;
- transporte e instalação;
- taxas, seguros e garantias contratuais.
Pequenos valores esquecidos podem se acumular e criar uma diferença relevante entre o orçamento inicial e o desembolso final.
Também é importante incluir uma margem para mudanças no projeto, atrasos e despesas que só aparecem durante a implantação.
Quanto a unidade custará depois de aberta?
Concluir a obra não encerra a necessidade de capital.
A nova estrutura passa a gerar despesas mensais como:
- folha de pagamento;
- aluguel;
- energia;
- fornecedores;
- impostos;
- sistemas;
- manutenção;
- logística;
- ações comerciais.
Esses compromissos começam imediatamente. O faturamento, por outro lado, pode crescer de forma gradual.
A empresa precisa estimar por quanto tempo terá de sustentar a nova unidade até que as receitas consigam acompanhar seus custos.
Sem essa reserva, um projeto bem executado pode pressionar o caixa logo nos primeiros meses.
A operação atual consegue sustentar a expansão?
Uma nova unidade não deve comprometer o funcionamento daquela que já gera resultado.
Antes de retirar recursos, é necessário avaliar quanto o negócio atual precisa manter disponível para pagar compromissos, financiar estoque, atender sazonalidades e continuar investindo.
A expansão merece atenção quando depende de:
- grande parte do caixa disponível;
- recebimentos que ainda não aconteceram;
- crescimento imediato das vendas;
- ausência de atrasos na implantação;
- utilização do limite financeiro da operação atual.
Quanto mais o projeto depende de tudo acontecer exatamente como previsto, menor é a capacidade de absorver imprevistos.
Quando a nova unidade começará a se sustentar?
A projeção de faturamento precisa considerar o tempo necessário para conquistar clientes, formar equipe e ajustar a operação.
Em vez de trabalhar apenas com uma expectativa de vendas, a empresa pode construir diferentes cenários:
- abaixo do esperado;
- dentro do planejado;
- acima do esperado.
Em cada um deles, deve verificar quanto capital será necessário e quando a unidade poderá alcançar o equilíbrio entre receitas e despesas.
A CNI destaca que um projeto de investimento reúne dados e projeções para avaliar a viabilidade de uma expansão e os riscos envolvidos na decisão.
A projeção não prevê exatamente o que acontecerá. Ela mostra se a empresa possui condições para atravessar resultados diferentes sem interromper o projeto.
Usar o caixa ou buscar crédito?
Recursos próprios podem financiar parte ou toda a abertura, desde que o desembolso não retire da empresa a capacidade de sustentar as duas operações.
O crédito pode ser avaliado quando a empresa deseja preservar capital para o período de implantação, manter recursos na unidade atual ou distribuir o investimento ao longo do tempo.
O BNDES, por exemplo, possui soluções destinadas a projetos de investimento empresarial. Outras possibilidades podem ser consideradas conforme o valor, o prazo e a estrutura da empresa.
Antes de contratar capital, é necessário comparar:
- valor total necessário;
- recursos próprios disponíveis;
- prazo para abertura;
- capacidade mensal;
- custos da operação;
- tempo esperado para a unidade gerar resultado.
A empresa também pode combinar recursos próprios e capital externo. O objetivo é evitar que a expansão seja interrompida por falta de dinheiro ou que a unidade atual seja descapitalizada para sustentar a nova.
O que precisa estar definido antes de avançar?
Antes de iniciar a abertura, a empresa deve conseguir responder:
- Quanto custará implantar a unidade?
- Quanto ela exigirá mensalmente depois de aberta?
- Por quanto tempo precisará ser sustentada?
- Quanto do caixa atual pode ser utilizado?
- Qual resultado precisa ser alcançado?
- Quanto a empresa pode assumir mensalmente?
- O que acontece se a abertura atrasar ou as vendas crescerem mais devagar?
Essas respostas ajudam a transformar uma intenção de expansão em um projeto financeiro viável.
Como a Allianz ajuda a estruturar a expansão?
A Allianz Assessoria atende principalmente empresas com faturamento mensal acima de R$ 100 mil e necessidades de crédito a partir de R$ 1 milhão.
Nossos consultores procuram compreender o valor do projeto, o prazo de abertura, os recursos disponíveis, a capacidade mensal e quanto a empresa precisa preservar para manter sua operação.
A partir dessas informações, estruturamos uma simulação relacionada ao cenário apresentado.
A análise não representa aprovação antecipada. As condições e as etapas dependem da configuração avaliada e dos critérios aplicáveis à operação.
Se sua empresa pretende abrir uma nova unidade e precisa estruturar o capital para esse movimento, solicite uma análise da Allianz Assessoria.